Arquivos do Blog

Conselho Gestor do FNS 2012 aprova mais 48 projetos

No total, 85 projetos já foram aprovados este ano na primeira e segunda etapa; a perspectiva é que este número, no mínimo, dobre até o final das análises

Ocorreu nesta terça-feira, dia 31 de julho, a segunda reunião do Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) 2012, para a aprovação de experiências interessadas em acessar recursos voltados para o apoio a projetos sociais em todo Brasil.

Em junho, quando ocorreu a primeira reunião, foram aprovados 37 projetos. Já na segunda etapa, mais 48 experiências serão beneficiadas pelo FNS, totalizando, até o momento, 85.

Confira o resultado no site da Cáritas Brasileira

Cáritas Diocesana de Óbidos constrói Plano de Ação para prevenção à exploração sexual de crianças e adolescentes.

No período entre os dias 17 a 20 deste mês ocorreu na Diocese de Óbidos o seminário sobre exploração sexual de crianças e adolescentes e tráfico de pessoas sob o título “Ação e Proteção – Enfrentamento ao abuso e exploração sexual de Crianças e Adolescentes”.

De acordo com Francely Brandão, agente da Cáritas Diocesana de Óbidos, a realização do seminário serviu para subsidiar a construção de ações de prevenção contra a violência e a exploração sexual de crianças e adolescentes, ações desenvolvidas pelo projeto Ação e Proteção. O seminário, segundo ela, foi uma junção entre o projeto Ação e Proteção com a temática sobre o tráfico de pessoas.

Participaram do evento comunidades rurais e urbanas; Pastoral da Criança e Social, ambas da Diocese; Cáritas Brasileira Regional Norte 2; Comissão de Justiça e Paz (CJP) do Regional Norte 2 da CNBB; Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

Sobre a temática, tráfico de pessoas, o seminário contou com a participação da Irmã Marie Henriqueta, coordenadora da CJP, no qual explicou o que é o tráfico de seres humanos e como agem os aliciadores.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crime (UNODC), o tráfico de seres humanos movimenta anualmente entre US$ 7 bilhões e US$ 9 bilhões, e a maioria das vitimas são crianças, adolescentes e mulheres, aliciadas com a finalidade de serem exploradas sexualmente.

Como forma de prevenção, durante o seminário foi construído pelos participantes um Plano de Ação que será implementado com medidas preventivas que serão desenvolvidas durante este ano na cidade de Óbidos. Francely fala que o foco principal do seminário foi a construção do plano para formação de uma rede articulada de prevenção à exploração sexual de crianças e adolescentes no município em defesa junto com a igreja, conselho tutelar e demais órgãos.

Cáritas Norte 2 participa de videoconferência sobre o Catanorte

 

Videoconferência apresentada em Belém na Eletronorte

Videoconferência apresentada na Eletronorte em Belém (PA)

A Cáritas Norte 2 participou na tarde do dia 15 da apresentação do projeto Catanorte. O projeto foi apresentado através de videoconferência e ocorreu em Belém, Brasília e em mais nove estados onde será executado o projeto.

O Projeto é desenvolvido pela Eletronorte – Centrais Elétricas do Norte do Brasil (ELN) e parceiros. O objetivo do projeto é o resgate da cidadania de catadores e catadoras que trabalham com resíduos sólidos, fortalecer as ações já desenvolvidas e proporcionar a inclusão social da categoria de forma sustentável. A meta do projeto é incluir 280 mil catadores no processo de coleta seletiva.

O Catanorte atuará em nove estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Roraima, Rondônia, Pará, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão) e o Distrito Federal (DF).

Uma das estratégias do projeto é a criação de um Fórum Estadual Lixo e Cidadania, Comitês Regionais dos Catadores e o cadastramento dos catadores no Cadastro Único do governo federal (Cad Único). O cadastramento é para identificar quem são as pessoas que trabalham como catadores, a partir desse mapeamento será possível conhecer a realidade econômica dos catadores e assim desenvolver políticas públicas para a inclusão da categoria em programas sociais do governo federal.

A videoconferência foi realizada em Brasília, Rio de janeiro e nos nove estados onde será implementado o projeto.  Em Brasília participaram os ministérios de desenvolvimento econômico e social: Ministério do Desenvolvimento Social (MDS); Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (CIISC); Ministério do Meio Ambiente (MMA); Ministério do Trabalho e Emprego (MTE); Ministério da Saúde (MS) e Ministério Público (MP); participaram também o Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil (FBB) e Eletronorte – Centrais Elétricas do Norte do Brasil (ELN).

A Cáritas Brasileira é uma das principais parceiras do projeto. A proposta do organismo, vinculada a CNBB, é dar continuidade as atividades que já realiza como qualificações, formações e sustentabilidade e apoio para o fortalecimento de grupos, cooperativas e/ou associações em vista do desenvolvimento social e econômico da categoria.

A Cáritas no Amapá foi representada por Padre Daniel Nascimento da Cáritas diocesana de Macapá, no Maranhão por Lucineth Cordeiro Machado do Regional Maranhão e no Amazonas por Marcela Vieira da Cáritas Arquidiocesana de Manaus.

No Pará, a reunião foi realizada na cidade de Belém e estavam presentes os representantes da Eletronorte, Banco do Brasil; Fundação Banco do Brasil (FBB); Ministério Público – MP e Cáritas Brasileira Regional Norte 2, representada por Ruth Heide.

Agentes Cáritas de todo Brasil se reúnem em Fórum Nacional

Encontro que também congrega Conselho Consultivo da entidade, ocorre na sede do Secretariado Nacional da Cáritas Brasileira, em Brasília (DF)

Teve início na manhã desta segunda-feira, dia 12 de março, o Fórum Nacional e a 78ª Reunião do Conselho Consultivo da Cáritas Brasileira. O evento, que ocorre até a próxima quarta-feira, dia 14, tem entre os objetivos concluir o planejamento para o quadriênio 2012-2015 para toda Rede Cáritas. Participam do encontro representantes da entidade em todo país.

A mística de abertura foi conduzida a partir dos desejos de cada agente. Mudança, paz, alegria e integração foram alguns das muitas inspirações compartilhadas no início do Fórum Nacional.

Na manhã de hoje foi realizada uma análise de conjuntura conduzida por José Antônio Moroni, do Instituto de Estudos Sócioeconômicos (Inesc), seguida de uma avaliação do 4º Congresso e 18ª Assembleia Nacional da instituição, que ocorreu em novembro do ano passado em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.

Além disso, os objetivos específicos das prioridades do Plano Quadrienal, que começaram a ser discutidos durante o congresso, serão definidos no Fórum Nacional. Indicadores e metas também serão debatidos e deliberados para toda Rede Cáritas. Os participantes seguem com o planejamento específico para a 2012 e com a avaliação da gestão, na manhã de terça-feira, 13, dia em que será encerrado o Fórum Nacional e dado início a reunião do Conselho Consultivo da entidade.

A reunião do Conselho Consultivo, que vai até quarta-feira, dia 14, será um espaço para o diálogo entre o Secretariado Nacional e os Regionais Cáritas. Dentre os temas que serão debatidos estão a sustentabilidade, o Marco Regulatório e a articulação da rede para a Rio+20.

Por Thays Puzzi, assessora de Comunicação da Cáritas Brasileira / Secretariado Nacional

CARTA DE ESPERANÇA E COMPROMISSO DAS PASTORAIS DO CAMPO

O Centro de Formação Vicente Cañas, do Conselho Indigenista Missionário, CIMI, em Luziânia, Goiás, acolheu nos dia de4 a5 de fevereiro de 2012, quarenta representantes das Pastorais Sociais do Campo. Sentimos bater à nossa porta a história atual das populações do campo com suas preocupações e indignações cada vez mais se avolumando no atual momento. O avanço dos projetos econômicos, nacionais e transnacionais, respaldados e, muitas vezes, patrocinados pelo Estado brasileiro, estão ameaçando os espaços de reprodução física e cultural dos povos e comunidades campesinas no Brasil. Nosso encontro foi vivido como uma urgência que finalmente realizamos, para nos conhecer mais, nos reanimar e dobrar o empenho na construção de estratégias conjuntas de enfrentamento aos desafios existentes. Os gritos que nos vêm, das florestas, das terras e territórios dos povos e das comunidades tradicionais, sobretudo por conta dos impactos e das contínuas ameaças que sofrem, exigiram de nós este primeiro momento de articulação que desejamos continuar e reforçar.

Recebemos a visita, e se mantiveram o tempo todo conosco, nossos ancestrais, os mártires e todos os que tombaram nas lutas antigas e recentes, em defesa da Vida. Foi emocionante e de grande responsabilidade para nós, sentir a presença deles e de suas grandes causas. Nós nos recusamos  esquecê-las,  pois são causas em prol de uma igreja e de uma sociedade nova e diferente. Oscar Romero, Josimo, Dorothy, Nísio Guarani-Kaiowá, Flaviano, quilombola do Charco MA… nos convidaram a olhar com fé para as novas sementes de resistência e de rebeldia que teimosamente são plantadas em todo canto da Abya Yala, a Pátria Grande, pelos povos indígenas, quilombolas, camponeses e camponesas de inúmeros territórios e culturas.

De fato, além destes, acompanhados por Cristo ressuscitado, entre outros entraram na aldeia que nos hospedava:

os Kaiowá Guarani do Mato Grosso do Sul, expropriados de seus territórios e de sua cidadania, massacrados, proibidos, alijados da convivência nacional;

–        os quilombolas do Moquibom – MA, cerca de 80 quilombos que defendem e reivindicam os seus territórios, cercados pela violência do latifúndio e do Estado;

–        os quilombos do Recôncavo Baiano do Rio dos Macacos e do São Francisco do Paraguaçu….

–        os povos indígenas do Xingú impactados pelo absurdo e autoritário projeto de Belo Monte;

–        os jovens, a quem se fecham os horizontes de uma vida digna e prazerosa no campo;

–        os Guarani e sem terra do Paraguai que lutam para retomar as terras, ocupadas ilegitimamente por latifundiários brasileiros;

–        Os indígenas da Bolívia que não aceitam e impedem no TIPNIS (Território Indígena Parque Nacional Isidoro Sécure) a construção de uma rodovia;

–        Os campesinos de Honduras que,em Bajo Aguán, ainda aguardam uma solução para não perder a terra…

A narrativa viva que apareceu em nossos diálogos e em nossas reflexões projetaram, em sua crueza,  imagens que, há muito tempo, estamos vendo e que a grande mídia quase não revela mais: invasões, traições da palavra, explorações, violências permanentes contra nossos irmãos quilombolas, ribeirinhos, pescadores, quebradeiras de coco, camponeses, jovens e indígenas, migrantes assalariados e escravizados …

Desta terra depredada e de seus filhos resistentes, vemos renovar-se a cada dia, reações e sinais de esperança. Para quem quer ver, são os sinais, do Reino, da Terra sem Males, do Sumak Kawsay (o Bem Viver Quechua) que fermentam e aquecem nossas lutas, nossas comunidades, nossas vidas.

Esta é a hora, agora mais do que nunca, de tecer, com os fios da história, uma só rede de solidariedade, resistência, teimosia e reação. Com a força dos pequenos, do campo e das cidades, nas ruas e nas praças, de noite e de dia. O sangue derramado pelos nossos irmãos e irmãs de luta, não foi e nem seráem vão. Esteé para nós o Evangelho do Ressuscitado e esta é a mística que nos faz acreditar na vitória de nossa pequena “pedra” (cfr. Daniel 2, 26-35) chamada esperança, que nasce e renasce da terra e que lançaremos, cotidianamente, contra o gigante dos pés de barro e em favor dos nossos irmãos. Esta pedra de nossa esperança é eficaz quando, com nossos compromissos unitários, reconhecemos e aceitamos a riqueza e a diversidade que o espírito de Javé faz surgir entre os pobres. Isso, da parte de nossas pastorais missionárias, implica

–        aceitar sermos parteiros e parteiras de um mundo novo através de formas novas de vivificar nossas igrejas e nossas comunidades;

–        exigir que o Estado deixe de iludir, reprimir e violentar, com seus aparatos, os povos que não aceitam entrar na estrutura desumana do capitalismo e dos seus  latifúndios;

–        impedir que nossas terras e territórios  estejam cada vez mais monopolizados pela mineração selvagem e os monocultivos;

–        recusar, decididamente, a canga, sempre renovada, de uma política que quer reduzir  os territórios de vida a novos feudos a serviço do lucro e  transformando-os em novos currais eleitorais para legitimar o poder concentrado;

–        promover a participação e o protagonismo de quem, uma vez despertado para o valor da cidadania, ameaça ser novamente tolhido por uma democracia formal que mascara um autoritarismo e uma dependência deprimente de marco neocolonial.

Sobre nosso Brasil indígena, negro, camponês, sobre os jovens desta hora tão ameaçadora e sobre todos os que se solidarizam com outro modelo de Brasil, pedimos a benção do Deus de tantos nomes que Jesus veio nos mostrar com sua missão que é também a nossa.

PARTICIPANTES DO ENCONTRO DAS PASTORAIS BRASILEIRAS DO CAMPO

BRASILIA, 5 DE FEVEREIRO 2012

 CIMI – Conselho Indigenista Brasileiro

 CPT – Comissão Pastoral da Terra,

PJR – Pastoral da Juventude Rural

SPM – Serviço Pastoral dos Migrantes

CPP – Conselho Pastoral dos Pescadores

  Caritas Brasileira

%d blogueiros gostam disto: