Entidades discutem a criação de um Comitê Metropolitano de Combate a Violência de jovens.

Instituições que lutam contra a violência de jovens reuniram-se hoje (24) pela manhã na sede do Regional Norte 2 da CNBB para a criação de um Comitê Metropolitano de Combate à Violência de Jovens.

A reunião foi proposto pelo articulado da juventude da Cáritas Norte 2, Eraldo Paulino. Estiveram presentes na reunião de articulação do Comitê Suziane Salazar, Heitor Santos e Rafael Almeida da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Belém; Renata Santos, pedagoga e representante do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca – Emaús); Péricles Matos da Paróquia Luterana de Belém e colaborador do Iaçá (Grupo de Cultura Regional) e Gilson Dias da Rede Ecumênica da Juventude (Reju).

A proposta do Comitê Metropolitano de Combate à Violência de Jovens é fortalecer as ações em rede entre as várias instituições, pastorais, movimentos sociais e ONGs que lutam contra o extermínio e a violência de jovens. De acordo com Eraldo Paulino em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Espírito Santo já criaram o Comitê e várias instituições trabalham de forma articulada e em rede.

A proposta é integrar à Campanha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens. Três eixos nortearão as ações do Comitê, Formação Política e Trabalho de Base, cujo objetivo é a conscientização e a sensibilização sobre os debates em segurança pública, sistema carcerário e direitos humanos; elaboração de texto-base e a organização de um Seminário Metropolitano para a discussão e planejamento do Comitê. No segundo eixo a sugestão está voltada para ações de divulgação como atos públicos e pré-marchas e por fim o Monitoramento da Mídia e denúncia quanto à violação dos direitos humanos, nesta última a sugestão é realiza um seminário para jornalistas e para a imprensa em geral.

Ao final foi marcada a próxima reunião para o dia 31 de outubro e outras instituições serão convidadas para compor Comitê.

Dados

Segundo dados do Mapa de Violência 2012, realizado pelo Instituto Sangari, em Belém foram registrados 760 casos de homicídios. O relatório apontou que a cidade teve seus índices mais que duplicados nas ultimas década.

Soma-se a este cenário o caso dos seis adolescentes executados no bairro de Icoaraci ocorrido no ano passado. Segundo testemunhas da época, os seis adolescentes foram um por um executados, todos ajoelhados, enfileirados e de costas com as mãos na cabeça. Os assassinos se identificaram como policiais e dispararam contra os adolescentes que tinham entre 14 a 17 anos.

Por Lilian Campelo, com informações de Eraldo Paulino

Publicado em 24/08/2012, em Atualidades e marcado como , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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