Arquivo mensal: maio 2012

ADEUS A NALDINHO – da Amazônia para o coração do Brasil

Para a tristeza de toda a família Cáritas, faleceu provavelmente no último final de semana, dentro do próprio apartamento, por um infarto fuminante Naldo Andrade, 37 anos, carinhosamente conhecido por Naldinho.

Nascido em Bacabau no Maranhão, aos seis anos de idade fez morada juntamente com a família no município de Brejo Grande do Araguaia, há aproximadamente 100 quilômetros de Marabá. “Mas desde muito cedo, com o excelente trabalho pastoral que desenvolvia, ganhou o mundo”, recordou o irmão Edivan Andrade, queaprendeu a compartilhá-lo com todo o Brasil, e vê-lo apenas esporadicamente em visitas à família.

Se o Pará ficou pequeno para esse grande paraense por vocação, a Cáritas ganhou um excelente companheiro, e pessoas de vários locais do Brasil ganharam um valoroso amigo, companheiro, assessor, mestre. Com grande alegria e vigor contagiantes, ele chegou a ser assessor da Cáritas Regional Minas Gerais por muitos anos, atuou também como assessor do projeto Reciclando Vidas da Cáritas Brasileira. Trabalho este de extrema importância histórica para a Cáritas N2.

Atualmente ele ministrava aulas em Rio Branco, no Acre, último trabalha onde ele pode partilhar o imenso bem que carregava dentro de si.

A Cáritas N2 presta sinceros sentimentos à família de Naldinho. Que parentes e amigos tenham a certeza de que cada abraço, cada risada, cada ensinamento, cada situação difícil que partilhamos com ele, se hora nos fazem chorar, é porque decididamente tudo que vivemos ao lado dessa grande pessoa foi e eternamente será bom.

CÁRITAS E MNCR PROMOVEM ENCONTRO DE CATADORAS/ES NO PARÁ

A Cáritas N2, a Fundação Banco do Brasil (além de outros parceiros) e Catadoras e catadores de materiais recicláveis de 14 municípios realizaram o Encontro das/os Catadores de Material Reciclável do Pará 2012 na última sexta, 25/05, e nos dias 26 e 27/05 a Continuação do Processo Formativo Complementar, como continuação do projeto CATAFORTE, cujo tema foi “Logística Solidária. Os encontros foram realizados nos auditórios da UFPA e da Faculdade da Amazônia (FAAM). Foi mais um difícil e importante passo consequente na estrada rumo a organização,  reconhecimento e valorização do/a profissional que atua na linha de frente da coleta seletiva e da preservação do meio ambiente.

No primeiro dia (25), o principal encaminhamento do Encontro Estadual foi a decisão de que o Comitê Estadual do MNCR seria formado não por representantes regionais, mas sim por representantes de cada organização constituída. Nesse caso, os nomes de cada entidade teriam que ser apresentado até o final do domingo, como de fato ocorreu. Além disso, foram escolhidos quatro representantes estaduais para a Comissão Nacional do MNCR pelo Pará (os nomes do Comitê Estadual do MNCR e da Comissão Nacional do MNCR pelo Pará constam em lista abaixo).

Marcado por debates calorosos, o encontro demonstrou que, apesar das diferenças, existe disposição de todas/os para a organização. “É a partir de encontros de caráter estadual que é possível o processo de organização no estado”, analisou Carlos Alencastro, representante do Paraná na Comissão Nacional do Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis (MNCR).

Ele vem de uma realidade do sul do país, em que o processo de articulação da categoria se encontra em estagio mais avançado, mas vê com grande esperança o processo pelo qual as/os catadoras/es do Pará se encontram. “É preciso que os catadores se organizem para que possam reivindicar acessar com mais qualidade e propriedade as políticas públicas voltadas ao setor,”, argumentou Francisco Nascimento, assessor do Comitê Interministerial de Inclusão de Catadores.

FORMAÇÃO

Vem sendo implementado no Estado do Pará, desde 2010, o projeto CATAFORTE, que visa uma melhor qualificação para a organização política e administrativa como forma de inclusão dessas/es trabalhadoras/es que desenvolvem um trabalho cuja importância é inversamente proporcional ao reconhecimento.

“Hoje nós estamos numa parte do caminho onde já conseguimos enxergar a vitória. Ainda muito longe, mas já a avistamos. E vejo que, por uma série de circunstâncias, a organização aqui no Pará tem tudo para que consiga chegar aonde chegamos e irem até mais longe muito mais rápido do que nós chegamos”, profetizou Ronei Alves da Silva, 38 anos, catador desde os 10 anos, hoje estudante de direito a partilhar a experiência da Central de Cooperativas de Brasília por todo o Brasil, que esteve presente no primeiro dia de formação.

Mas ele, que reconhece a ação da Cáritas para a articulação dos catadores em Brasília e no Brasil, alerta que é preciso garantir que o processo seja democrático sem que isso transforme sonhos em pesadelos. Só foi possível chegar aonde estamos porque aprendemos o lugar onde o catador deve brigar e com quem deve brigar. Catador discute com catador somente na reunião de catador. Diante da mesa de negociação com o poder público a pauta deve ser unificada e o discurso afinado”, explicou.

No segundo dia de formação houve um contato mais direto entre facilitadoras/es e catadoras/es, numa reflexão a respeito da Logística Solidária. “Eu já estou acostumado com a coleta, mas às vezes é muito cansativo”, afirmou Rafael Chagas, 21 anos, cinco deles na coleta seletiva na cidade de Bragança. Ele disse que hoje, espera que “algo melhor apareça”, mas, questionado sobre como pensaria caso ganhasse o que merece pelo trabalho que realiza, não demorou a soltar um sorriso que responde tudo.

Como um encontro que reuniu uma média de 200 participantes, na análise da coordenadora estadual do CATAFORTE e assessora da Cáritas N2, Ruth Heide, o mesmo passou por alguns transtornos, mas no fim o resultado foi satisfatório e os objetivos foram alcançados.

RELAÇÃO DO COMITÊ ESTADUAL DO MNCR (Com os membros da Comissão Nacional do MNCR em negrito)

01 – Ana Cristina – Vigia

02 – Cleudiane Pereira de Souza – Paragominas

03 -Carlos André Araujo Barros – Cidadania Para todos

04 – Carlos Messias da Silva – Bragança

05 – Daniel Soares Monteiro

06 – James Row B. Pereira – Jardim Nova Vida

07 – Joana Oliveira Costa – ACCSB

08 – Joana Souza Baía – Moju

09 – Jonas de Jesus – CONCAVES

10 – Lecy Monteiro da Silva – Benevides

11 – Maria Fernanda Leal Ribeiro – COOTPA

12 – Maria Trindade – Rede Recicla Pará

13 – Miguel Felix – Soure

14 – Nadia da Luz Alves Gomes – Icoaraci

15 – Otoniel Trindade Morais – Marituba

16  – Paulo André Negrão Dias – COOCAP

17 – Pedro Soares Monteiro – Curuçá

18 – Regina dos Santos Paiva – Barcarena

19 – Sara Ferreira dos Reis – ARAL

Cáritas realiza mobilizações no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual

Para que todas/os tenham vida, e vida em abundância, especialmente crianças e adolescentes (Jo 10, 10), mais uma vez a Cáritas Brasileira Regional Norte 2, hoje, 18 de maio, atuou no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. As Cáritas da Prelazia de Cametá e a da Diocese de Óbidos, em parceria com outros setores da sociedade civil e do poder público, aproveitaram a data para intensificar a mobilização em defesa da vida.

Através do Programa Ação e Proteção, no caso das duas cáritas, e do Programa Infância, Adolescência e Juventude (PIAJ), no caso da Cáritas prelatícia de Cametá, a comunidade pôde mais uma vez demonstrar que, quando o assunto é abuso e exploração sexual, o silêncio nunca é o melhor remédio, nem tão pouco devem ser banalizadas essas chagas de nossa sociedade.

As duas dioceses, nas respectivas atividades, demonstraram que, se é verdade que se deve cobrar do poder público e é necessário fazer parceria com este quando for o caso, isso jamais deve limitar a sociedade de assumir seu papel enquanto protagonista nessa luta.

ÓBIDOS – Controle Social e Protagonismo

A Diocese de Óbidos aproveitou a semana toda para fazer uma grande mobilização da sociedade desde a última segunda )14/05) até hoje (18/05). Nas rádios comunitárias, todos os dias houve uma programação especial cobrando que o poder público municipal prestasse contas à sociedade sobre como vem trabalhando a questão do abuso e exploração sexual. Hoje foram realizadas mobilizações durante o dia todo.

No dia 16/05 (quarta feira), foi realizada uma mesa redonda com representantes dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) municipais, do programa Ação e Proteção, do “Cultura pela Paz”, e do poder público municipal.

Hoje, (18/05), foram realizadas duas grandes caminhadas de mobilização. Uma vindo dos bairros da periferia, puxada pela Cáritas diocesana e parceiros, e outra puxada pela prefeitura, vinda dos bairros do centro, que se encontraram e fizeram um grande ato no centro da cidade.

Durante o final da tarde ainda realizaram uma panfletagem para que o silêncio a respeito de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes deixe de ser uma regra.

“Somos incansáveis nessa luta”, resumiu a articuladora da Cáritas diocesana, Francely Brandão, 29 anos.

CAMETÁ – Conscientização para quem precisa

“Esse ano resolvemos fazer diferente. Ao invés de concentrar nossa ação apenas em escolas e em setores da sociedade que minimamente já tem um trabalho de esclarecimento, dessa vez resolvemos atuar onde há um grande foco violência”, comemorou a articuladora da Cáritas e do PIAJ na Prelazia de Cametá, Joênia Nunes, 30 anos.

Esse ano, cerca de 200 pessoas, incluindo alunos de quatro escolas e agentes comunitários foram às ruas cametaenses para fazerem um apitaço e panfletagem para alertarem a comunidade sobre o problema. Mas o principal êxito se percebeu na panfletagem em portos, feiras, bares, etc., locais onde mais há incidência de exploração sexual de crianças e adolescentes, a maioria meninas, filhas de famílias empobrecidas.

Segundo a assistente social Graça Savino, 43 anos, donos de hotéis, de bares e de portos que não denunciam a exploração sexual nos locais onde são responsáveis, acabam sendo coniventes com esse tipo de violência. “Tem acontecido muito mais casos de denúncias. Mas temos ainda um longo caminho a trilhar”, argumenta. Para ela, existe caso de abuso sexual em famílias mais abastadas, que muitas vezes são ocultados, e esse problema atinge todas as classes, necessitando de uma grande sensibilização de todas/os. Agora, em relação à exploração sexual, “você dificilmente vê uma criança de classe média se prostituindo por qualquer preço. Isso ocorre mais nas famílias mais humildes. E Cametá tem muitas ilhas e comunidades carentes”, pontuou.

Fez parte da atividade ainda um bate-papo na Delegacia de Polícia da Cidade e no Fórum Municipal, onde foi cobrado como anda o acompanhamento dos processos por parte da Polícia Civil e da justiça, respectivamente. Participaram da atividade o secretário da Cáritas N2, Lindomar Silva, e ir. Enriqueta, coordenadora da Comissão Justiça e Paz do Regional Norte 2.

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ENCONTRO ESTADUAL DE CATADORAS/ES busca melhores formação e organização da categoria

Reunir 200 catadoras e catadores de materiais recicláveis de 14 municípios do Pará, entidades de apoio e órgãos públicos para debater políticas públicas voltadas à categoria, a importância da logística solidária, formação e qualificação das redes de catadoras/es são as principais finalidades do Encontro das/os Catadores de Material Reciclável do Pará 2012 e Continuação do Processo Formativo Complementar,  que serão realizado nos dias 25 a 27/05, Em Belém, no auditório Benedito Nunes, UFPA.

O encontro é parte integrante do projeto CATAFORTE, que busca o fortalecimento do associativismo e cooperativismo dos catadores de materiais recicláveis, realizado no Pará pela Cáritas Norte 2, em parceria com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) do Pará, com apoio da Fundação Banco do Brasil e outras entidades parceiras – abaixo citadas.

ENCONTRO ESTADUAL

No primeiro dia, 25, será ocorrerá Encontro Estadual. Pela manhã haverá a mesa de abertura com representantes do Ministério Público, Fundação Avina, MNCR, UFPA, Fundação Banco do Brasil e da própria Cáritas.

Em seguida, haverá outra mesa, cujo perfil é contextualização sobre as políticas voltadas para as/os catadores. A segunda mesa terá representantes do Comitê Interministerial de Inclusão de Catadores, do Governo do Estado, do BNDES, da Eletronorte e do Banco do Brasil.

No período da tarde, serão realizadas partilha de experiências, esclarecimentos sobre o papel do MNCR no contexto do trabalho em rede, e a constituição do Comitê Estadual do MNCR. Finalmente, serão dados os encaminhamentos finais.

PROCESSO FORMATIVO

Nos dois últimos dias será realizada a continuação do processo formativo , o grande foco do projeto CATAFORTE, que vem sendo implementado no estado desde 2010. Essa formação será focada no tema logísticas solidárias.

PARCERIAS CONSOLIDADAS
Fundação Banco do Brasil
Gestão Nacional do Projeto Cáritas Brasileira Regional Norte II – Coordenação Geral do Projeto
Núcleo de Pesquisa da Amazônia
Universidade Federal do Pará
Universidade da Amazônia -Núcleo de Pesquisa Sócio Econômica
Instituto 3R Amazônia
Ministério Público (Dr. Raimundo Moraes)
Ministério do Trabalho e Emprego / SENAES
Comitê Interministerial de Inclusão dos Catadores e Catadoras
Banco do Brasil (DRS)
Movimento Nacional dos Catadores Grupo de Combate ao Lixo (Procuradores Municipais)
Prefeituras Municipais (Benevides, Abaetetuba, Igarapé Miri, Soure, Castanhal, Marituba e Paragominas)
Secretaria Estadual de Assistência Social
Caixa Econômica Federal
Banco da Amazônia
Secretaria de Justiça e Direitos Humanos
Fundação AVINA Eletronorte – PA
Organização das Cooperativas do Brasil/SESCOOP

Câmara Municipal de Belém promulga Lei Municipal de Economia Solídária


Com a presença de micros, pequenos empreendedores e cooperativas, a Câmara Municipal de Belém promulgou nesta segunda-feira, 14, a lei que institui em Belém o Programa Municipal de Economia Solidária.

De autoria do vereador Otávio Pinheiro (Partido dos Trabalhadores), o projeto, aprovado por unanimidade no dia 6 de fevereiro, retornou à Câmara haja vista o prefeito Duciomar Costa (PTB) não ter se pronunciado no prazo de 45 dias, como prevê a Lei Orgânica do Município. Desta foram, coube ao Poder Legislativo, através do presidente da CMB, Raimundo Castro (PTB), promulgar a lei.

O programa institui apoio às iniciativas coletivas de geração de trabalho e renda que se organizam com base na autogestão, cooperação e solidariedade. De acordo com Otávio Pinheiro, o projeto foi escrito em conjunto com o movimento de economia solidária prevendo assessoria aos empreendimentos desde o processo inicial de formação e depois de estruturados, além de incentivo à criação de bancos populares e intercâmbio entre campo e cidade na área de abastecimento de consumo.

O projeto prevê ainda que a Prefeitura de Belém compre 30% da produção dos produtos de economia solidária.

Fonte: Site da Câmara Municipal de Belém.

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