Arquivo mensal: junho 2011

Organização, compromisso, identidade e desenvolvimento solidário marcas da Cáritas Norte 2

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Organização, compromisso, identidade e desenvolvimento solidário. Estas foram as frases que os agentes da Cáritas de Abaetetuba, Bragança, Castanhal, Belém, Bujaru, Cametá, Igarapé Mirim, Macapá, Óbidos, Paragominas e Santa Luzia denominaram como sinônimos das experiências do trabalho realizado nos Estados do Pará e Amapá.

A abertura do congresso regional da Cáritas Norte 2 começou com o hino de acolhida “Põe a Semente”. Após isso foram chamados os municípios para partilharem as experiências ocorridas durante a sua trajetória.

O representante da Cáritas Nacional, João de Jesus, assessor de formação, expõem as experiências da Cáritas Nacional, relatando que todo o trabalho desenvolvido pela Cáritas é na incidência de políticas públicas e a sua efetivação.

Construção da linha do tempo com base nas mudanças dos “olhares”

O primeiro tema do congresso regional, “Construção da linha do tempo com base nas mudanças dos ‘olhares’”, é exposto pelo secretário da Cáritas Norte 2, Lindomar Silva.

O primeiro painel contextualiza o sistema econômico capitalista, como um sistema excludente, cuja base  encontra-se na acumulação de capital e na construção de uma sociedade de consumo. O resultado do atual sistema é a exploração dos recursos naturais e aumento da desigualdade social.

O modelo de desenvolvimento planejado pela Cáritas, de cordo com Lindomar Silva, visa a sustentabilidade baseada no equilíbrio entre as dimensões sociais, ambientais, culturais, política e econômica; Solidário no sentido de inclusão dos benefícios do desenvolvimento para a cidadania, cooperação, autogestão, respeito à diversidade e Territorialidade no que tange em um projeto nacional a partir de estratégias territoriais e de desenvolvimento, identidade, limites e soluções partilhadas entre o Estado e sociedade.

Desenvolvimento Solidário Sustentável e Territorial é tema para o minicongresso da Cáritas Brasileira do Regional Norte 2

 

Últimos preparativos para o Minicongresso Regional da Cáritas Norte 2

Nos dias 30 de junho e 2 de julho a Cáritas Brasileira do Regional Norte 2 prepara–se para o seu minicongresso, que contará com a participação de 50 pessoas entre agentes Cáritas diocesanas, convidados e o representante da Cáritas Nacional, João de Jesus, assessor de formação do Secretariado Nacional.

O evento é uma preparação para o IV Congresso e XVIII Assembleia da Cáritas Brasileira, que será realizado nos dias 09 a 12 de novembro, em Passo Fundo (RS), cuja temática é o “Desenvolvimento Solidário, Sustentável e Territorial” (DSS-T).

O minicongresso da Cáritas Norte 2 é uma oportunidade para discutir, entre os participantes, os objetivos orientados pelo IV congresso e 18ª Assembleia Nacional. Fortalecer a compreensão e a prática do “Desenvolvimento Solidário Sustentável e Territorial” para a construção de um novo projeto de sociedade à luz da missão da Cáritas.

Dentre os objetivos específicos encontram-se a reflexão da temática do DSS-T; a seleção de experiências desenvolvidas pela Rede Cáritas no território que se aproximam da noção de DSS-T; avaliar o Plano Quadrienal da Cáritas Brasileira 2008-2011; indicar os temas prioritários e as ações principais para o próximo quadriênio 2012-2015 e preparar os/as participantes para o IV congresso e 18ª Assembleia Nacional.

O tema escolhido propõe a discussão que a luta por desenvolvimento é uma questão de direito. Não há desenvolvimento sem a garantia dos Direito Humanos, ambos estão vinculados no que tange as dimensões sociais, políticos, culturais, ambientais e econômicos.

Empresa dos EUA vende sangue de índios da Amazônia na web

Fonte Agência Amazônia

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BRASÍLIA – A empresa norte-americana Coriel Cell Repositories, sediada em Camden Nova Jersey, mantém à venda em seu site amostras de sangue de índios brasileiros. Por módicos US$ 85 (R$ 134,13) uma pessoa de qualquer lugar do planeta pode comprar, sem sair de casa, amostras de linhagens de células e de DNA do sangue das etnias Karitiana, Suruí e Ianomâmi. Se tiver disposta a gastar mais, a pessoa pode também encomendar amostras de sangue de índios do Peru, Equador, México, Venezuela e de diversos outros países. A ação configura crime por desrespeito aos direitos fundamentais dos índios.

A oferta do sangue ocorre há mais de uma década. No ano 2005 o caso veio à tona. À época, a CPI da Biopirataria – que estava a pleno vapor – pediu explicações à Fundação Nacional do Índio (Funai). Num passe de mágica, a Funai anunciou ter acionado a Polícia Federal (PF) e o Itamaraty para solicitar ao governo dos EUA a suspensão da oferta de sangue no site da Coriel. Mércio Pereira da Silva, então presidente da Funai, anunciou no dia 13 de abril de 2005, ao depor da CPI, que todas as medidas haviam sido adotadas no sentido de coibir o comércio do sangue. O uso do sangue de índios por  laboratórios ocorre devido  à resistência que eles têm a determinadas doenças.

Seis anos se passaram da promessa da Funai. Atenta aos assuntos de interesse nacional, a Agência Amazônia foi conferir se, de fato, a Coriel Repositories havia suspendido a oferta de sangue dos índios brasileiros. Um novo susto: como há quatro anos, o sangue dos índios do Brasil e de outros países ainda é oferecido a quem se dispuser pagar US$ 85 (R$ 134,13) por amostra de célula e de DNA encomendados. Para adquirir as amostras basta o comprador clicar aqui e seguir todos os passos indicados pela Coriel.

Assunto é capa do NY Times

No Brasil os jornais e as autoridades silenciaram sobre o assunto. O mesmo não aconteceu no exterior. Nos Estados Unidos, o jornal The New York Times destaca o assunto em primeira página, na edição do dia 20 de junho de 2007. Assinada por Larrry Rohter, correspondente do jornal no Brasil, destaca a polêmica envolvendo tribos indígenas da Amazônia e institutos de pesquisas estrangeiros que vendem sangue coletado dos nativos nos anos 70 e 90.

SANGUE07062011cLíderes das etnias Karitiana, Suruí e Ianomâmi, escutados na reportagem, dizem não ter recebido um só centavo pela venda de seu material genético, vendido a US$ 85 cada amostra por uma firma americana chamada Coriell Cell Repositories, uma entidade sem fins lucrativos baseada em Camden, Nova Jersey.

Segundo a reportagem, os índios estariam revoltados e que “na época que as amostras foram coletadas, tinham pouco ou nenhum entendimento do mundo exterior, muito menos de como funcionava a medicina Ocidental e a economia capitalista moderna”.

A reportagem mostra que o material, supostamente obtido sem o consentimento dos índios, foi coletado sem que as autoridades brasileiras soubessem que procedimentos científicos estavam sendo realizados nas tribos protegidos por lei federal. Clique no link a seguir para ler a reportagem In the Amazon, Giving Blood but Getting Nothing (Venda de sangue indígena no exterior ‘revolta tribos na Amazônia’).

O assunto saiu na primeira página e em duas páginas internas da seção Américas do jornal mais influente do mundo. Outros veículos internacionais, entre os quais a BBC Brasil também deram destaque ao assunto. De acordo com a agencia de notícia inglesa, a venda de sangue de índios revoltou as tribos brasileiras. A BBC faz, na verdade, uma pequena tradução da reportagem do The New York Times.  Apesar da repercussão lá fora, pouco se fez para apurar o caso.

Até agora a medida de maior impacto partiu do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).  Ao analisar os autos do processo 2002.41.00.004037-0, o TRF, determinou o retorno imediato à Justiça Federal em Rondônia.  A ação foi impetrada pelo Ministério Público Federal (MPF) naquele Estado e pede R$ 500 mil de indenização de pesquisadores pela coleta ilegal de sangue de índios da etnia Karitiana.  A continuidade do processo foi decidida por unanimidade pela 5ª Turma do TRF.

A ação do MPF cobra dos pesquisadores indenização por danos morais porque eles teriam feito a coleta de sangue sem autorização expressa dos indígenas e da Fundação Nacional do Índio (Funai). Também pede o ressarcimento por possíveis prejuízos causados aos indígenas pela suposta destinação que deram ao material colhido (o sangue).  Atualmente, o caso retornou ao TRF.  No dia 1º último a Procuradoria Regional da República pediu vista do processo.

 Sem qualquer burocracia

A oferta do sangue dos índios brasileiros é escancarada. Ao ingressar no site da Coriel Cell Repositories o internauta, se conhecer um pouco do idioma inglês, não enfrentará muita burocracia para encomendas as células e do DNA de sua preferência. Nas páginas internas da Coriel, a pessoa escolhe as amostras, preenche um formulário e justifica seu pedido.  Um dos requisitos para adquirir o sangue é se passar por pesquisador da área médica.

Em seguida, o cliente autoriza a compra (no cartão de crédito ou débito) e, por fim, envia seus dados por fax ou e-mail para a empresa nos Estados Unidos. Supõe-se que o endereço seja para o envio das amostras, já que a Coriel promete em seu site entregar os componentes de sangue dos índios brasileiros e de demais países em qualquer lugar do planeta.

Compra feita resta ao adquirente do sangue apenas esperar a encomenda. A Coriel Repositories garante a entrega do produto. A empresa, no entanto, faz uma ressalva: só “distribui”, ou melhor, vende por R$ 85, as culturas de pilhas e as amostras do DNA “à profissionais qualificadas que são associadas com as organizações de pesquisas médicas, educacionais, ou industriais”.

SANGUE07062011dEmpresa possui 1 milhão de amostras

A Coriel Repositories anuncia que possui quase 1 milhão de recipientes com sangue em seus bancos. De 1964 para cá, a empresa já comercializou 120 mil amostras de células e outras 100 mil de DNA de sangue. Esse volume de material foi espalhado a cientistas de quase 60 países. O laboratório exige do comprador apenas uma descrição de como o produto vai ser usado e um termo de garantia com detalhes dos termos e das condições de venda. Feito isso, as linhagens celulares e as amostras de DNA Karitiana são enviadas a quem as comprou.

As primeiras denúncias de coleta e venda de amostras de sangue dos índios de Rondônia surgiram em 1996. Um ano depois, a Câmara criou uma comissão externa para investigar esse e outros casos de biopirataria na Amazônia. Na época, constatou-se que era possível adquirir amostras de sangue pela internet de crianças, adolescentes, mulheres, homens e velhos das duas tribos brasileiras.

Dez anos depois, o sangue continua à venda no site da Coriell Cell. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar o caso. Até agora, no então, não prendeu nenhum dos suspeitos de envolvimento no caso.

Confira aqui os tipos de sangue e células colocadas à venda pela empresa norte-americana.

Notícias da Rede Fundos de Solidariedade Notícias Publicações Editais e Licitações Prestação de Contas Mobilização de Recursos Maranhão realiza minicongresso de Cáritas

Encontro elegeu experiências que serão apresentadas no Inter-regional e prioridades da entidade para o próximo quadriênio.

%Caritas brasileira Maranhão realiza minicongresso de CáritasA Cáritas Brasileira Regional Maranhão realizou sexta e sábado passados (24 e 25 de junho) seu minicongresso regional. O encontro é atividade preparatória ao IV Congresso e à XVIII Assembleia da Cáritas Brasileira, que acontecerão em novembro, em Passo Fundo (RS).

Norteou a discussão o tema “Desenvolvimento solidário sustentável e territorial”, dos eventos vindouros, com base no instrumento de orientação metodológica distribuído previamente às entidades-membro – cujas oficinas locais já foram realizadas. Todas as maranhenses participaram do encontro, que contou com a presença de mais de 30 agentes Cáritas, entre coordenadores de Cáritas Diocesanas, membros dos secretariados regional e nacional da entidade e de grupos acompanhados no estado.

%Caritas brasileira Maranhão realiza minicongresso de CáritasOs mais recentes indicadores sociais do Maranhão, de acordo com o IBGE, situando o estado no cenário nacional, foram apresentados em uma análise de conjuntura realizada por Ricarte Almeida Santos, secretário executivo da Cáritas Brasileira Regional Maranhão, Jorge Moreno, juiz de direito aposentado compulsoriamente pelo TJ/MA, Ademar Bertucci, assessor do secretariado nacional da Cáritas Brasileira, e Daniel Rech, representante dos parceiros de Misereor, agência de cooperação internacional.

Um dos dados apresentados contradiz a publicidade governamental que vende os megaprojetos que se instalam no Maranhão como grandes geradores de empregos: apenas 24 postos de trabalho foram criados no Maranhão em maio passado. “Os grandes projetos são apresentados como um prato de doce, mas só trazem desgraça para as comunidades”, afirmou Valdivino Silva, da Cáritas Diocesana de Coroatá.

Experiências – A plenária elegeu as experiências que serão apresentadas no Congresso Inter-regional, que acontece dias 12 e%Caritas brasileira Maranhão realiza minicongresso de Cáritas 13 de agosto em Teresina(PI): a Rede Mandioca, que articula grupos e comunidades produtivos no estado; o povoado Unha de Gato, em Lago da Pedra, que reconstruiu em regime de mutirão parte de um povoado destruído pelas enchentes de 2008 e 2009 no Maranhão; e o Tribunal Popular do Judiciário, com desdobramento no Observatório da Justiça e Cidadania, que desde 2009 problematizam a atuação do Poder Judiciário, Ministério Público e outras instituições públicas no estado.

Propostas – No Inter-regional, os maranhenses apresentarão sete propostas de temas e ações prioritárias para o próximo quadriênio: mobilização e controle social por justiça e direitos; desenvolvimento socioambiental; sustentabilidade para a base; povos tradicionais frente ao modelo de desenvolvimento; infância e juventude; mudanças climáticas, emergências e direitos humanos; e economia solidária como alternativa ao atual modelo de desenvolvimento.

Para João de Jesus, assessor de formação do Secretariado Nacional, “aparentemente são temas que já estão na agenda da Cáritas há bastante tempo; é interessante dizer o que é necessário encarar com mais ênfase”, afirmou.

Para ver a agenda completa com as datas das oficinas locais, minicongressos regionais e inter-regionais CLIQUE AQUI

%Caritas brasileira Maranhão realiza minicongresso de Cáritas

por Zema Ribeiro, assessor de Comunicação da Cáritas Brasileira Regional Maranhão

40 inscritos participam do Seminário de Fundos Solidários realizado pela Cáritas Norte 2.

Ocorre hoje (22) o ultimo dia do Seminário de Fundos Solidários realizado pela Cáritas Norte 2, o seminário ocorreu nos dia 21 e 22 de junho. A proposta é socializar as experiências de Fundos Solidários que já ocorrem na região nordeste e identificar, entre os participantes inscritos, experiências amazônicas de Fundos Solidários.

O Fundo Solidário é uma alternativa econômica a comunidades excluídas pelo sistema financeiro. Associadas em redes, as comunidades buscam melhorias por meio do fundo para a captação de recursos, seja na compra de equipamentos ou investindo na formação dos participantes do grupo.

Para Claricio dos Santos Filho, representante do Banco do Nordeste, o mesmo compartilha com os participantes os conhecimentos de fundos Solidários realizados na região. Ele informa que o fundo é um instrumento perfeito para atuar no programa, “Brasil sem Miséria”, desenvolvido pelo Governo Federal e explica: “Os Fundos Solidários atingem segmentos da sociedade que não possuem perspectivas para o apoio financeiro”.

Além do representante do Banco do Nordeste, está do seminário Ademar Bertucci, assessor da Cáritas Brasileira, Daltro Paiva da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (ABONG) e Associação Paraense de Apoio às Comunidades Carentes (APACC), Nonato Costa do Banco da Amazônia e Fundo Dema.

Participam do seminário 40 pessoas, representantes das Redes de Economia Solidária apoiada pela Cáritas Norte 2. Dentre as redes estão presentes a Rede Bragantina (atende os municípios de Santa Luzia, Cachoeira do Piriá, Viseu, Tracuateua e Augusto Correa), Rede Tocantina (Cametá, Abaetetuba, Moju, Igarapé Mirim e Barcarena), Rede Capim (a rede capim atende ao todo 16 municípios dentre eles: Paragominas, Dom Eliseu, Ipixuna e Mão do Rio), grupo Mãos Solidárias, que trabalha na região metropolitana de Belém e a Associação Bujaruense dos Agricultores e Agricultoras (ABAA), no qual desenvolve o trabalho nas cidades de Bujaru e Concordia do Pará.

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