Arquivo mensal: abril 2011

O apoio da Cáritas de Bragança gera resultados na Cooperativa Mista dos Caetés.

Fotos: Lilian Campelo

A criação da Coomac foi resultado do projeto “Extrativismo Sustentável de Oleaginosas” realizado em 2006, com intermédio do Padre João Nelson, fundador e presidente da Cáritas diocesana de Bragança e Rede Bragantina em parceria com o Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social (DED).

O objetivo do projeto era através da colheita dos frutos de árvores oleaginosas da extração de óleos para a sua comercialização e produção de cosméticos, gerar trabalho e renda como inclusão social. Com isso há a conscientização dos trabalhadores em não desmatar a floresta e consequentemente a preservação da natureza.

O resultado deste projeto para o agricultor extrativista ribeirinho foi a capacitação e a valorização dos trabalhadores na região, os mesmos deixaram de ser apenas mão-de-obra extrativista barata para se tornarem profissionais valorizados e com isso respeitados.

Hoje a Coomac possui refinaria para óleo de sementes, prensa e equipamentos laboratoriais. Segundo Walmir do Carmo todo o processo se inicia com a coleta dos frutos regionais para a retirada do óleo, após isso o produto é enviado para a Beraca, empresa brasileira de renome internacional especializada em produtos orgânicos na área de cosméticos.

A empresa compra da Coomac os frutos e os óleos de buriti e do murumuru além de dar assistência à cooperativa no escoamento da produção ela realiza cursos aos agricultores para o refino do óleo. Assim como seleciona os óleos de boa qualidade dando certificação dos produtos à cooperativa.

Escolhidos os produtos, os óleos voltam para a cooperativa para serem transformados em cosméticos, artesanalmente e completa Walmir “depois de pronto o cosmético é mandado para outro laboratório para receber o selo de qualidade, só recebem os certificados os produtos que estiverem aptos para serem vendidos”.

A Coomac possui hoje 50 produtores na cooperativa e todos trabalham solidariamente em parceria e de forma economicamente sustentável trazendo renda para as famílias de Bragança, finaliza Walmir.

A 3° Feira da Ecosol em Macapá mostra cooperativas bio-sustentáveis.

                                                                                                                                                                          Foto Lilian Campelo

A 3° Feira de Economia Solidária realizada em Macapá mostra 40 expositores de produtos naturais e artesanais. Um deles é da Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares dos Caetés (Coomac) do município de Bragança.

 A cooperativa realiza todo o trabalho desde a coleta de sementes dos frutos como buriti, andiroba e murumuru até a extração de óleos das sementes regionais transformados em produtos cosméticos.

 Walmir da Silva do Carmo, 41 anos, trabalha na Coomac. De acordo com ele a cooperativa valorizou o trabalho dos produtores extrativistas tirando o atravessador e a exploração da mão-de-obra local. A cooperativa é formada por pessoas da própria região que trabalham e dependem da natureza como os coletadores de sementes, ribeirinhos e agricultores.

A 3° Feira da Ecosol em Macapá é marcada pela motivação dos expositores

O otimisto e motivação, esse foi o clima entre todos que participaram da feira

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Cáritas de Macapá realiza terceira edição da Feira de Economia Solidária

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Oportunidade. É o que esperam os expositores da 3° feira de Economia Solidária. Rosangela Costa, presidente e artesã do grupo Quilombo Artes Tapuia, vê com otimismo a 3° feira que está sendo realizada em Macapá “É uma forma de divulgar nosso trabalho, vamos receber muitas encomendas”.

 O Quilombo Artes Tapuia fica localizado na Vila do Coração a 17 km de cidade, seu principal produto é o artesanato de bonecas feitas a partir de produtos naturais. As bonecas representam a cultura quilombola da região com roupas características da cultura Marabaixo, dança típica da comunidade.

Rosangela informa que o Quilombo Artes Tapuia trabalha com o objetivo de valorização da cultura Afro, além da geração de renda a partir do artesanato. O grupo é formado por mulheres afro-descendentes e trabalha com artesanato da cultura local há mais de dez anos.

Rosangela espera que com a 3° feira de Economia Solidária as oportunidades apareçam e acrescenta “A feira é muito boa para as vendas é uma forma de divulgar o nosso produto” e destaca “Fazia muito tempo que não tinha uma feira assim”.

A artesã informa que todos da comunidade da Vila do Coração ficaram entusiasmados pelo convide que a Cáritas Diocesana fez a eles. “Quando o Padre Daniel nos convidou para participar da feira ficamos muito felizes, não conhecíamos o trabalho da Cáritas de Macapá, foi ótimo, porque é uma ajuda pra comunidade”

A 3° Feira da Ecosol em Macapá começou dia 28, e termina dia 30 com apresentações culturais, oficinas e exposições de vários produtos artesanais.

Projeto Brasil Local NOI promove reunião do conselho gestor na Cáritas Norte 2

Representantes de diferentes projetos da economia solidária na Região Norte discutem suas agendas e a execução do Brasil Local.

Reunião com os gestores do projeto Brasil Legal NOI

Ocorreu nesta quarta-feira 20 de abril, na sede do Regional Norte 2 da CNBB, a reunião do Conselho Gestor do Projeto Brasil Local NOI com representantes do Fórum de Economia Solidária dos Estados do Pará, Tocantins e Amapá, Bancos Comunitários (PA), Centro de Formação em Economia Solidária (TO), Instituto Saber Ser (PA), Cáritas Norte 2, Cáritas Secretariado Nacional, Agentes e articuladores do Brasil Local e ADSMAR entidade executora do projeto na região norte.

O intuito da reunião é socializar as ações do projeto na região, sua agenda de atividades principais entraves para alcance dos resultados esperados, bem como construir agendas conjuntas com os outros projetos e tirar encaminhamentos para superar os desafios.

O Programa Brasil Local é promovido pela Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES) e Ministério de Trabalho e Emprego (MTE) cujo objetivo é a geração de emprego e renda por meio da economia solidária. O programa está presente em 26 estados e no Distrito Federal representado por dez entidades juntamente com a Cáritas Brasileira que articula os projetos realizados pelo programa.

Além de promover a inclusão social o programa promove a organização de empreendimentos administrados pelos próprios trabalhadores, é também uma via de acesso a políticas públicas de incentivo como capacitação, crédito comunitário, equipamentos formalização e escoamento da produção.

De acordo com o MTE a equipe que compõe o Brasil Local é composta de coordenação nacional, coordenadores estaduais e agentes de desenvolvimento. Os agentes de desenvolvimento local (ADL) são os principais responsáveis pela realização do programa, pois realizam a capacitação em economia solidária oferecida pelo governo federal e são os interlocutores dos grupos produtivos. Os agentes são escolhidos pela própria comunidade e somam ao todo 510 agentes presentes nos estados brasileiros.

De acordo com Tauá Lourenço Pires (assessora da Cáritas Brasileira e uma das coordenadoras da articulação nacional do programa) na região norte I (Pará, Amapá e Tocantins), a entidade executora responsável pela execução é a ADSMAR-Associação de Desenvolvimento Solidário e Sustentável de Marituba. A ADSMAR conta com a parceria da Cáritas Norte 2 para garantir a articulação do projeto e promover os diálogos políticos com os diferentes atores da economia solidária.

O programa começou desde 2009 e tem validade até dezembro de 2011. Uma das propostas para a concretização do Brasil Local na região norte é a publicação de um livro contendo a sistematização de cerca de 50 experiências dos próprios trabalhadores (as) envolvidos no programa e que utilizam a economia solidária como alternativa para inclusão social na geração de emprego e renda.

A Rede Capim será uma das experiências sistematizadas e já participou na manhã de ontem (19/04) de uma das visitas da Cáritas Brasileira, articulação nacional, que junto com o consultor Domenico Corcione estará promovendo uma estratégia metodológica que possa garantir a ação coletiva de resgate da história dessas experiências.

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